sábado, 29 de agosto de 2020

Apollo e Dafne

Tudo começou com  dois arqueiros
Divinos guerreiros
Ambos igualmente certeiros
Apollo com seu arco dourado
E Eros,o pequeno deus alado
Ambo querendo provar superioridade
Ferrenha era a rivalidade

Pelo menos até Eros se irritar
E,algo sórdido planejar
Primeiro pegou suas flechas douradas
Que de amor,eram envenenadas
Então acertou o deus solar
Pela primeira pessoa,ele iria se apaixonar
E essa foi a ninfa Dafne,que,estava a passar

Só que,o deus do amor podia ser do mal
Flecha de chumbo,uma técnica desleal
Afinal,traziam não o amor,mas a rejeição
Então,a ninfa,ao deus,teve aversão
Ele ele todo bobo,todo apaixonado
Ah Eros,seu danado!
Tal plano não deveria nem ser pensado

Apollo começou a cortejar sua amada
Tentava,tentava,e não conseguia nada
Tal paixão não lhe fazia pensar
Ele só queria que ela aceitasse seu amar
Mas,ela,sem saber porque,estava a lhe negar
Negou tanto que, acabou por fugir
E,o apaixonado deus começou a lhe seguir

Negou,uma,duas,três vezes sem titubear
Até que,começou a se esgotar
Apollo não ia parar
Então,rogou aos deuses para lhe ajudar
Em resposta,numa árvore foi transformada
Num loureiro de folhagem esverdeada
O que deixou a divindade transtornada

O deus perguntou:"Onde foi que errei?"
E ela,através do vento dizia:"Eu não sei"
Isso deixou Apollo mais ainda sem chão
Chorou e chorou,aquela fora sua maior paixão
A ninfa de certa forma ficou tocada
Com uma coroa,a cabeça do deus foi adornada
Uma coroa de louros,que para ele,virou sagrada

Até hoje Apollo usa a coroa que lhe foi dada
Dafne ainda é sua musa adorada
Sua maior paixão,e,agora,sua árvore sagrada
Infelizmente não conseguiu.de alguém gostar
Não com tamanha intensidade,nem quis tentar
Dizem que,se a um loureiro,algo,você questionar
Um baixo "eu não sei"poderá escutar
(Orfeu)

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