quarta-feira, 3 de abril de 2024

Invisível

Certamente estou invisível
Ou Eros tem, por mim, uma raiva indescritível
Espero que a primeira opção, de verdade
Pois, não desejo a ira de uma divindade

Por que falo isso? Simples sou um poeta sem musa
Um aedo perdido, uma alma confusa
Um menestrel sem papel
Aquele que observa, solitário, esse mundo cruel

Talvez minha transparência seja mesmo real
A solidão se tornou tão natural
Talvez eu tenha o poder de tirar o foco da visão
Ou talvez eu só não esteja destinado a ter uma paixão

Eu queria descobrir, o que sou de fato
Talvez um cara comum e deveras chato
Talvez eu possa até ser charmoso
Mas ser Indigno se tornou algo normal e nada glorioso
(Indigno Orfeu)

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